Holy Moses – The New Machine of Liechtenstein (1989)

“Mais técnica controlada e menos rebeldia juvenil”

Oriunda na Alemanha, uma das poucas bandas de thrash lideradas por mulheres nos anos 80. Holy Moses tem uma história dividida em duas partes: a primeira, de 1980 a 1994 e a segunda, de 2000 até o presente. Sofreu muitas mudanças de formação nas duas fases e, a bem da verdade, a mudança na banda parece ser a única constante. Finalmente, em 2000, a vocalista Sabina Classen recrutou uma formação totalmente nova, e o grupo prosperou desde então. Sabina foi recrutada para a banda pelo então namorado Andy Classen, que é conhecido como um produtor musical de sucesso. (os dois se casaram, mas não ficaram juntos por muito tempo. […] A formação que gravou este disco era composta por Sabina Classen (vocal), Andy Classen (guitarra), Thilo Herrmann (guitarra), Thomas Becker (baixo) e Uli Kusch (bateria).

Todas as bandas têm um disco que representa o ponto alto de sua carreira: Kreator, Extreme Aggression; Metallica, Master Of The Puppets; Slayer, Reig In Blood e por aí vai. Sobre Holy Moses, a maioria concorda que o ponto alto de sua carreira (pelo menos na primeira fase) seja o disco Finished With The Dogs (1987), que foi seguido de The New Machine of Liechtenstein (1989). Nesse sentido, talvez diante da dificuldade de repetir o sucesso do anterior, a banda tenha feito uma curva de 180 graus em TNMOL. […] Para entender o que ocorreu, é preciso olhar a partir de onde a banda deu o passo seguinte em relação ao seu trabalho mais popular. Para começar é preciso 1) perceber que FWTD significou amadurecimento quanto ao álbum de estréia, 2) considerar que as mudanças de formação impactaram na forma de compor da banda e 3) compreender que a discussão gira em torno da evolução musical  natural. Claramente houve um projeto para TNMOL, por isso, é mais técnico e elaborado. Tudo está mais bem encaixado e isso pode nos levar a perceber que foi assim que a banda encontrou seu som e fez dele, sua marca. Mesmo assim, é verdade esse disco não tem a intensidade do seu anterior, mas agrada justamente por mostrar uma banda em processo de construção, por isso, dizemos que esta é uma obra NÃO-CONCLUÍDA e, nesse sentido, qualquer um poderá dizer algo de bom ou ruim, mas o mais legal é que deixa um gosto de “quero mais”.

É um disco com o espírito dos anos 80 e tem uma abordagem diferente: em vez de apenas ódio, oferece algo mais divertido e elaborado. A banda demonstra força e carisma mesmo depois do baque de perder dois integrantes importantes. Os destaques são Near Dark (faixa de abertura), Panic e Secret Service Project-SSP. Outros pontos que notei é que os riffs, a estrutura e até o timbre das guitarras lembram mais a escola do thrash metal americano do que à alemã. A única ressalva é que o lado mais maníaco da banda pode ter sido deixado de lado mais do que o devido e sabemos que no metal, uma boa dose de loucura é sempre bem-vinda.

Nota: 9/10.


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