Benediction – Scriptures (2020)

“Oito pecados sustentados com orgulho”

Uma das bandas do coração deste que vos escreve, Benediction é um grupo pelo qual aprendi a ter respeito ainda na adolescência (1994/1995), quando a banda fazia álbuns inspirados e uma música absolutamente original. […] ocorre que ao longo dos anos muitas coisas aconteceram e a banda passou por transformações que a fizeram perder unidade e o consequente sentimento de inatacabilidade. Ou seja, a medida que iam mudando os membros, a banda ia mudando o seu som. Mas foi com a saída do mestre Dave Ingran que o grupo sofreu o seu maior baque. Não que os discos sem Ingram tenham sido ruins, mas que parecia outra banda.

Com o retorno de Ingram após 22 anos e estando a banda a 12 sem lançar nada inédito, Scriptures (oitavo álbum com Ingram) vem para apaziguar o espírito de milhares de fãs da banda pelo mundo. Para começar, é bom saber que este ainda é o estilo musical que consagrou a banda há muitos anos. A música continua objetiva, mas está mais pesada e menos rápida. No entanto, ao contrário do que muitos estão dizendo, do meu ponto de vista, o som está mais inclinado para o Thrash do que para o Death Metal. […] Até aí, tudo bem! Ocorre que, a bem da verdade, a banda não é mais a mesma. Tudo é eficiente e funciona bem, mas há algo que ainda não consigo nomear e que me incomoda. Talvez seja a sensação de que as coisas não estão soando muito naturais. Ou melhor: algo parece forçado. […] Ingram se impõe como frontman e isso gera muita credibilidade. Músicas como Iterations of I, We Are Legion demonstram isso. Rew e Brookes (os pilares da banda) continuam apaixonados pelo que fazem e isso é muito inspirador. Os novatos Giovanni Dürst (bateria) e Dan Bate (baixo) fizeram bem o que tem que fazer e tudo vai bem, MAS – está é apenas minha opinião – não espere nada parecido com Transcend The Rubicon ou com qualquer outro grande disco da banda no passado. Talvez, resquícios como em The Crooked Man, mas nada com aquela energia cinética. Não é por saudosismo, mas por parâmetro que me reporto ao passado.

Continuo admirando a banda por tudo o que ela já foi e pelo que pretende ser daqui pra frente e NÃO acho que Scriptures seja um disco ruim, ao contrário. Mas insisto que talvez tenha faltado um pouco de entrosamento entre os caras e, sobre isso, digo que seria maravilhoso poder vê-los tocar no Brasil novamente (desta vez, com Ingram) assim que for possível.

Benediction é: Dave Ingran (vocal), Peter Rew (guitarra) e Darren Brookes (guitarra), Giovanni Dürst (bateria) e Dan Bate (baixo).

Nota: 8,3/10.


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